top of page

NOTÍCIAS

Câncer infantojuvenil: Em caso de suspeita, o que fazer? Onde buscar ajuda? Qual ponto de partida?

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

A suspeita de câncer em uma criança ou adolescente costuma chegar como um choque para toda a família. Trata-se de uma experiência profundamente desestabilizadora, que exige não apenas rapidez no diagnóstico, mas também a construção de uma rede de apoio capaz de sustentar esse momento delicado.

No caso do câncer infantojuvenil, cada etapa — da identificação dos primeiros sinais ao início do tratamento — pode fazer diferença no prognóstico. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), quando diagnosticado precocemente, as chances de cura podem ultrapassar 70% em muitos casos. Por isso, saber como agir desde o início é essencial.


 

Primeiro passo: Perceber os sintomas

De acordo com o Ministério da Saúde, alguns sintomas merecem atenção especial quando persistem ou surgem de forma incomum. Entre eles estão:


  • Febre por mais de sete dias sem causa aparente;

  • Dor óssea progressiva, com duração superior a um mês;

  • Presença de petéquias (pontos vermelhos, marrons ou roxos), equimoses (manchas arroxeadas) e palidez;

  • Leucocoria (reflexo branco na pupila, conhecido como “olho de gato”), além de estrabismo ou protrusão ocular;

  • Alterações visuais;

  • Aumento de linfonodos (ínguas);

  • Dor de cabeça persistente, principalmente à noite, que pode acordar a criança ou surgir ao levantar, associada a vômitos ou sinais neurológicos;

  • Perda de peso inexplicada, cansaço excessivo ou diminuição do apetite.


Embora muitos desses sintomas também sejam comuns em doenças típicas da infância, a persistência ou agravamento deve acender um alerta. Outro fator importante é o histórico familiar, que pode contribuir para a investigação. Existem mais sintomas, todavia, esses são os mais recorrentes.

A orientação dos especialistas é clara: diante de qualquer dúvida, procure avaliação médica o quanto antes. Evite automedicação e não adie consultas. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de tratamento bem-sucedido.

 

Como funciona o atendimento pelo SUS

No Brasil, o tratamento do câncer infantojuvenil ocorre majoritariamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estruturado em três níveis de atenção:

-         Atenção básica: É a porta de entrada do sistema. Inclui postos de saúde e unidades básicas, responsáveis por consultas iniciais, vacinação e exames de rotina.

Exemplo: a criança apresenta febre e manchas na pele e é avaliada como um quadro comum, como uma virose.

-    Atenção intermediária (secundária): Envolve serviços mais especializados, como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais com especialistas. Aqui são solicitados exames mais complexos e feitas avaliações mais detalhadas, como exames de sangue específicos e exames de imagem.

Exemplo: sem melhora, o médico pode solicitar exames mais aprofundados ou encaminhar para investigação especializada.

-    Atenção terciária: Destinada a casos de maior complexidade, incluindo diagnóstico confirmado e início do tratamento oncológico, como quimioterapia, radioterapia, cirurgias e, em alguns casos, transplante de medula óssea.

Em Natal (RN), destacam-se como referências no atendimento ao câncer infantojuvenil: Hospital Infantil Varela Santiago e a Liga Contra o Câncer (Unidade de Oncologia Pediátrica, no bairro Alecrim).

Embora o fluxo tradicional passe pelos três níveis, em casos de suspeita mais evidente, o encaminhamento pode ser feito diretamente para centros especializados. Em situações semelhantes, outros estados brasileiros contam com instituições de referência que seguem o mesmo modelo.


Antenção!

Em Natal, caso o pediatra identifique uma suspeita mais imediata, o encaminhamento pode ser feito diretamente para o Hospital Infantil Varela Santiago ou para a Liga Contra o Câncer. Os responsáveis pela criança também podem procurar essas unidades por conta própria, já que o tempo é um fator decisivo para evitar a progressão da doença. Em outras cidade e estados do Brasil, há instituições de referência que atuam de forma semelhante, garantindo o acesso rápido ao diagnóstico e ao tratamento

 

Apoio além do tratamento: o papel do GACC


O diagnóstico de câncer impacta não apenas a criança, mas toda a família. Mudanças na rotina, deslocamentos frequentes e dificuldades financeiras são desafios comuns nesse processo.

É nesse contexto que o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC) desempenha um papel fundamental. A instituição oferece suporte a famílias em tratamento, com serviços como:

  • Alimentação durante a permanência na cidade;

  •  Hospedagem e dormitórios;

  •  Apoio em transporte;

  • Assistência social;

  •  Acompanhamento psicológico (não clínico);

  •  Ações em saúde e eventos de acolhimento.

Grande parte desses serviços e outros é viabilizada por meio de doações, reforçando a importância da solidariedade da sociedade

Informação e rapidez salvam vidas!

Diante de qualquer suspeita, a recomendação é direta: não espere. Procurar atendimento médico o quanto antes pode salvar vidas.

Manter a caderneta de saúde da criança atualizada, observar mudanças de comportamento e procurar acompanhamento pediátrico regular são atitudes simples que podem fazer diferença.

A combinação entre informação, atenção aos sinais e acesso rápido ao sistema de saúde é uma das principais aliadas no enfrentamento do câncer infantojuvenil em Natal e em todo o Brasil.


Links uteis e inspiradores da matéria:

 

 
 
 

Comentários


INCRÍVEL!
Recentes
Sinais do Câncer Infantil
Tags
RSS Feed
bottom of page